domingo, 7 de agosto de 2016

Capítulo 10 - A Verdade por trás da Fantasia da Pornografia [Livro de Shelley Lubben]

Uma Confissão

Ato III

Conheça Roxy a Estrela Pornô

X

Uma Confissão

A Vingança de Roxy

Capítulo Dez

“Oh, yeah” Eu gemia enquanto uma mulher loira que eu nunca tinha

visto antes apalpava meu corpo e lambia meu rosto. Eu estava de saco

cheio. Mas por enquanto eu era uma mentirosa eficiente.

Eu também estava acabada e apavorada. Eu nunca vou esquecer o dia

em que eu realizei minha primeira cena de pornô amador. Vestida com

uma mini-saia de couro branco, com o cabelo loiro descolorido, eu

abria empurrando duas portas vermelhas e entrava em um quarto

escuro cheio de fumaça. Oprimida por um sentimento de que eu estava

entrando em algo mais do que apenas um pouco de sexo diante de uma

câmera, eu fiquei estática com minhas idéias.

Oh, Deus, eu pensei. Onde diabos eu estou me metendo?

Eu mal podia ver um homem deitado acenando para que eu fosse até

ele. Meus olhos estavam fixos no canto bem iluminado onde eu via uma

câmera com uma lente grande angular focando em um sofá roxo sexy e

uma caixa de Baby Wipes (lenços umedecidos).

Engoli em seco.

Eu não conseguia afastar a sensação de “trevas” ao meu redor. Tudo

soava desagradável. Tentei voltar, mas algo poderoso dirigiu-me. Uma

voz masculina interrompeu meus pensamentos. “Ei, você é a loira

enviada por Samantha?”

Caminhei até o homem assustador segurando um cigarro e respondi

com cuidado, “Sim, sou eu”.

Seus olhos me lamberam de cima para baixo enquanto eu lhe

entregava meu teste de AIDS. “Você vai fazer muito bem”, disse ele. Ele

se jogou para frente e perguntou: “Qual é seu nome pornô, querida?”

Uh. . . Essa é uma boa pergunta. Bem, eu festejei a noite passada no

Roxy, em Hollywood, pensei. Então sim, eu vou me chamar Roxy. Ele

acenou com a cabeça quando lhe contei o meu novo nome, eu me

perguntava onde eu poderia encontrar um banheiro para mandar para

baixo alguns goles de Jack.

Uma mulher nua, loira e sexy, entrou na sala.

De roxo, seus peitos balançaram quando ela veio na minha direção. “Eu

mal posso esperar”, disse ela, com os olhos em minha carne. “Nossa

cena é a próxima. Você está comigo.”

Jack, eu pensei. Eu preciso de Jack agora.

Apressei-me até a parte traseira onde eu vi calcinhas do tipo fio dental

e brinquedos sexuais jogados no chão em uma sala desgastada onde

garotas nuas estavam se trocando. O banheiro era na parte de trás, mas

eu não queria que as pessoas pensassem que eu era um bebê para me

trocar sozinha. Então, eu caminhei até um canto na sala, olhei em volta

para me certificar de que ninguém estava assistindo, e tomei um gole

enorme de Jack Daniels. O cheiro de sexo e álcool enchia meu nariz.

“Eu não posso acreditar que eu estou fazendo isso”, disse a mim

mesma, prescrutando minhas palavras com outro gole de Jack Daniels.

Mas a prostituição e o strip quase me mataram, eu raciocinei. De

qualquer forma, a pornografia era legalizada.

Eu bebi um pouco mais de Jack e limpei minha boca com a palma da

mão.

“Ok, pessoal”, gritou um cara de outra sala.

“É hora de gravar.”

Que droga, eu pensava. Eu prendi meu sutiã vermelho, tomei outro

gole, em seguida, corri para fora da sala para o sofá, onde duas estrelas

pornô estavam sentadas. Eu estava morrendo de medo.

“Você pode fazer isso, Shelley,” Eu mentia para mim mesma enquanto

arrumava minha saia e meu sorriso falso que me levou para o sofá.

Pensamentos correram pela minha mente. Como diabos eu deveria

cumprimentar alguém com quem eu estava prestes a fazer sexo?

“Ei, eu sou Roxy e estarei fazendo sexo com você.”

“Olá, prazer em conhecê-lo. Acho que faremos sexo hoje.”

Ok, isso é estranho.

Eu pratiquei as palavras em minha mente, mas já era tarde demais e eu

estava de pé ao lado da câmera antes que percebesse. A garota de roxo

e peitões e algumas loiras riram quando o diretor nos disse que a cena

era de um professor que iria ensinar garotas travessas da faculdade

sobre como obter uma nota “A”.

Que idiotice, pensei.

O diretor orgulhosamente terminou explicando sua cena vencedora da

Academy Awards com uma forte salva de palmas e, “Vamos fazê-lo.”

Ok, Spielberg.

Luzes, câmera, ação. Nós estávamos por fora. E, aparentemente, a

equipe queria que estivéssemos por fora, também. A maioria deles

tinha suas mãos por dentro de suas calças quando a cena começou.

Notei com o canto do meu olho como a loira começou uma conversa de

bebê com o professor sobre como ela precisava de uma boa lição.

Isso é ridículo, eu pensei.

A menina loira falou sobre como estava agindo terrivelmente com suas

más notas, e em seguida, apontou para mim dizendo que ela tinha uma

amiga que precisava de uma lição também. Errado. Gostaria de ser a

única a ensinar-lhes uma lição. Cheia de Jack Daniels e um impulso

renovado, peguei a menina pelo pescoço e mostrei-lhes a minha versão

da cena.

O diretor adorou.

“Oh, Roxy, você é tão quente. Continue assim, baby.” O diretor carnal

alimentava o meu ego carente. “Mmmm... Você poderia ser a próxima

maior estrela pornô com um talento assim.”

Pensamentos aleatórios reviravam ao redor de minha mente. Eu

adorava. Eu odiava. Eu amava a atenção. Eu amava a câmera. Eu odiava

que havia a língua de uma garota estúpida em minha boca. Eca.

Naquele momento, uma presença muito sombria veio sobre mim.

“Eu vou fazer você famosa e todo mundo irá amá-la”, a voz familiar

soprou. A presença era tão densa que me fez olhar em volta para ver se

havia alguém lá. De repente, uma vontade poderosa para ser a melhor

e destruir todos em meu caminho tomou conta de mim.

A raiva levantou-se. Anos e anos de raiva contra o meu pai e todos os

homens que já me machucaram tomaram conta de mim. Eu devastei a

minha vítima loira como um animal selvagem sedento de sangue

inocente. Ela não era páreo para minha ira, eu a empurrei para fora do

sofá. Seus olhos manchados de rímel olharam para mim com medo,

enquanto ela estava lá segurando as marcas vermelhas em seus braços.

De repente, o diretor interrompe, “Ok, eu preciso da cena do dinheiro.

Olhe para a câmera, Roxy. Mostre-me seu olhar fatal.”

“O professor” saiu da loira ejaculando por todo o meu rosto enquanto

eu fingia amar cada minuto daquilo. O sabor do fluído amargo e

degradação encheram minha boca. De repente, vergonha e culpa

tomaram conta de mim, assim como quando eu era uma menina.

Lutando contra a vontade de chorar, eu virei minha cabeça para conter

minhas lágrimas.

“Lindo, Roxy. Que filmagem!” o diretor disse e eles aplaudiram. Então

um cara jogou o Baby Wipes (lenços umedecidos) para mim. Eu queria

morrer.

Limpei o esperma do “professor” do meu rosto amaldiçoando seu

nome enquanto respirava. Eu não queria que ninguém visse minha dor.

Nem pensar que eu iria deixá-los me ver sofrer.

Quando olhei para cima o diretor já estava falando sobre a próxima

cena. O que me aconteceria se eu fosse a próxima grande estrela

pornô?


O diretor me deu um cartão, pagou-me, e depois disse-me para ir ao

encontro de Bobby.

Dinheiro em minha bolsa, Jack em minhas veias, e ira em meu coração

eu estava determinada a me tornar a próxima grande estrela pornô. Eu

provaria que todos estavam errados e me vingaria de todos os homens

que tinham me machucado. E os faria me pagar.

Fama, fortuna e uma doce vingança.

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