domingo, 7 de agosto de 2016

Capítulo 11 - A Verdade por trás da Fantasia da Pornografia [Livro de Shelley Lubben]

XI

Uma Confissão

Usada e Abusada

Capítulo Onze

Com uma fome de dinheiro e um desejo de vingança, logo mergulhei de

cabeça em filmes pornô profissionais. Não muito tempo depois de

minha primeira cena de pornô eu apareci na cidade de Van Nuys, onde

eu caí nos olhares do produtor pornô, Bobby Hollander.

“Que par de belos quadris” um homem com a camisa aberta e uma

corrente de ouro no pescoço me cumprimentou. Ele parecia com

alguém da Máfia. Levei na brincadeira e lhe disse isso e aquilo sobre

como havia chegado ali e ele assentiu. Ele me convidou para sentar no

colo dele, onde ele gentilmente me instruiu sobre como continuar a

“modelagem” de minha carreira. Ele foi um dos homens mais

carinhosos que eu conheci.

“Roxy, você tem belos quadris. Eu quero que você esteja em meu novo

filme.”

Eu lhe disse que iria fazê-lo, mas que eu ainda tinha meu coração

focado em ser uma modelo ou atriz profissional. “Claro, querida, você é

uma garota tão bonita. Mas o pornô pode ajudá-la a entrar em

Hollywood.”

Eu confiava nele. Carinhoso e motivador, ele era como um pai para

mim.

Eu apareci no estúdio de meu primeiro filme pornô “real” em 1993.

Quando entrei pela porta de uma casa de luxo, eu estava uma pilha de

nervos. Bobby tentou me acalmar e me fazer sentir confortável.

“Ei pessoal, esta é Roxy. Ela é a nova estrela em ascensão.”

Bobby disse isso e colocou seu braço ao meu redor. Peter North sorriu

para mim.

“Olá, pessoal.” Eu estava sem palavras. Era difícil manter uma cara

séria ao cumprimentar estrelas pornô nuas em plena luz do dia.

“Ei Bobby, onde fica o banheiro?” Eu perguntei em desespero.

“É lá no final, à esquerda, boneca.” Apontou para o salão.

“Ótimo, obrigada.” Eu rapidamente caminhei até o banheiro, fechei a

porta, tranquei-a e tirei uma Vodka. Engoli em seco. Parei e olhei para

mim mesma no espelho.

Eu não posso fazer isso, pensei.

Uma batida na porta me acordou de meu torpor e eu respondi, “Sim?”

“Ei Roxy, você conseguiu o seu enema?”

Oh Deus, eu me preocupei. Ela acabou de dizer enema? Eu tomei mais

uns goles e respondi de volta “Uh, não, por que eu iria precisar de um?”

“É para a cena com o dildo” (brinquedo erótico geralmente em formato

de um pênis). Engoli em seco. Eu engoli a vodka até que tivesse

coragem suficiente para sair do banheiro.

Cheia do líquido da coragem eu caminhava pelo corredor para onde as

mulheres estavam se trocando. Graças a Deus a cena delas era antes da

minha, porque me deu algum tempo para pensar. Olhando para um

canto vazio, senti outra pessoa na sala comigo.

O que Ele estava fazendo aqui?

P****, eu pensei. A última coisa que eu queria era que Jesus me

visitasse em um estúdio de pornografia. Não, obrigada. Eu agarrei a

minha Vodka e a engoli. Então eu O lembrei que Ele não estava

pagando as minhas contas, e eu tinha que fazer o que tinha que fazer.

“Shelley, por favor, não faça isso. Eu tenho algo melhor para você”, uma

Voz sussurrou.

“Deus, por favor, deixe-me só. Eu tenho que fazer isso.” Virei cabeça de

vergonha e a dor começou a surgir. Puxei meus nylons, ignorei minha

dor e saí da sala.

Com uma pequena ajuda de Vodka e um lote completo de ajuda da

Mentira, eu entrei em um dos momentos mais traumatizantes de

minha carreira. A última coisa que me lembro é de estar rangendo os

dentes enquanto Nikki Sinn usava e abusava de mim com um vibrador

espetado. (Específico para tortura sexual).

Eu queria morrer.

Eu jurei para mim mesma que seria o último filme pornô que eu faria e

liguei para contatos antigos Hollywood. Uma cena de um harém abriu

então eu imediatamente decolei para Los Angeles.

Quando cheguei para o teste havia centenas de outras garotas como eu.

De várias centenas de mulheres, apenas 250 de nós tínhamos o papel

de garotas nuas no harém do filme, “Don Juan Demarco”. Quando

Johnny Depp passou fumando para apreciar a paisagem, eu apontei

para ele e deixei escapar: “Ei, por que ele está fumando?”

Ele olhou para mim como se eu estivesse louca e foi embora deixando

uma nuvem de fumaça atrás dele. Eu não me importava com o que ele

pensava. Eu estava tendo que trabalhar por oito horas em um set de

não fumantes.

Contudo, Hollywood não deu certo, e fiquei desesperada por dinheiro,

e caí de volta no pornô. Eu odiava o pensamento de ter alguns fluídos

corporais de homem em meu rosto então eu tentava apenas fazer

garota / garota, cenas lésbicas. Mesmo que eu não fosse uma lésbica

sincera, eu definitivamente poderia fingir um orgasmo. A prostituição

ensinou-me isso.

Em minha primeira cena lésbica eu estava muito nervosa,

especialmente quando vi a bandeira americana em uma colcha. A culpa

tomou conta de mim quando um flashback de 1976 lembrou-me que

eu comprei uma placa do bicentenário para minha mãe. Eu havia sido

uma menina muito patriota até então. Mas essa menina não existia

mais, eu disse a mim mesma.

Quando a câmera começou a rolar as primeiras palavras da minha boca

foram: “Eu não acho que vou conseguir fazer isso.” Rindo para filmar a

primeira vez de uma lésbica, isso me ajudou a esconder o meu

embaraço extremo. Quando a câmera deu o zoom e focou em mim, eu

realmente senti uma pressão para executar.

“Oi, eu sou a Roxy,” Eu tentei parecer com Marilyn Monroe. Eu era

realmente uma fumante com uma voz rouca e desgastada. Eu estava

tão envergonhada.

De repente, o diretor mudou a câmera para o umbigo da outra garota.

Quando olhei pude ver um cão farejando sua perna. Eu não podia

acreditar.

Que p**** é essa, pensei.

Eu queria que a cena acabasse, eu fiz um movimento para mostrar a

tatuagem sexy da garota. Mas quando eu puxei sua cinta liga para o

lado, eu fiquei chocada ao ver uma cruz em seu quadril. Ela disse que

era um “Presente de Deus” aquela coisa, mas foi um sinal do inferno

para mim.

Eu tentei afastar a sensação terrível e concentrar-me na cena, mas a

maldita tatuagem foi um lembrete de QUEM também estava no quarto.

Deus, eu preciso de uma bebida, pensei.

O mal dentro de mim estava excitado e me deu forças para terminar a

cena. Em segundos eu estava transformada em um animal selvagem,

uma pessoa completamente diferente daquela garota nervosa do início.

Como uma porca voraz, acabei a cena lambendo-me por toda parte.

Fui para casa com Jack Daniels naquela noite e lavei todas as minhas

culpas e sujeiras. Eu odiava meu cheiro após fazer pornô.

Uma semana depois, apareci no mesmo estúdio e profanei a bandeira

americana mais uma vez. Só que desta vez eu me dei e me degradei

com um homem. Gostaria de saber se a colcha tinha sido lavada.

Os comentários espalharam-se rapidamente de que uma nova e

“energética” loira dupla tinha batido no cenário pornô e eu comecei a

receber telefonemas.

“Roxy, eu preciso de você para um filme com Dave Hardman.”

“Roxy, este é Rodney Moore. Eu sou um amigo de Bobby.”

“Roxy, eu preciso de você para uma cena dupla.”

“Hey Roxy, vou colocá-la na capa de meu filme se você fizer uma cena

de anal.”

Sem anal, prometi a mim mesma. Eu já tinha cedido por pressão dos

produtores de pornografia para fazer cenas com homens. Que já eram

ruins o bastante. Ficar horas intermináveis suja no estúdio, imunda e

os homens com seus horríveis odores corporais era muito além do meu

limite. Eu não poderia imaginar um desses homens sujos me

penetrando no ânus. Era impensável. Eu ainda não tinha feito isso na

prostituição.

Felizmente, os seios postiços me deram uma vantagem e pude evitar o

impensável por um tempo. Eu também descobri que eu poderia fazer

dinheiro como estrela pornô prostituta. Um dos produtores de

pornografia do topo com quem eu trabalhei, me ofereceu muito

dinheiro para fazer “privados” para clientes de altos dólares.

“Roxy, agora que seus filmes estão nos cinemas adultos, fãs pagarão

dólares superiores para passar tempo com você.” Eu odiava a idéia de

fazer a prostituição de novo, mas eu odiava o pornô ainda mais.

Quando me ofereceram 2.500 dólares para gastar um fim de semana

com um advogado rico, eu relutantemente concordei e peguei o

próximo vôo para Phoenix, onde conheci Howard, o viciado em

metanfetamina.

Um fim de semana inteiro com a droga quase me matou. Não só

deixava Howard “aceso” por horas, com ele não calava a boca. Sem

mencionar que ele se recusava a usar preservativo. Eu tentei tudo que

podia imaginar para fazer com que ele usasse, mas ele me lembrou da

grande soma de dinheiro que eu estava ganhando. Quando liguei para

o meu novo “cafetão” para me queixar, ele disse, “Não se preocupe, ele

é limpo.” Como diabos ele sabia se ele era limpo, pensei.

Quando voltei do Arizona, dormi por dois dias seguidos.

Depois de uma ressaca terrível e 2.500 dólares em dinheiro, gastei meu

dinheiro em sapatos, sutiãs, peles e bebidas. Quando eu apareci para

trabalhar com a minha mala roxa, eu estava perecida com todas as

outras cínicas estrelas pornô. Desgastada, perdida e só querendo que

as malditas cenas terminassem.

Maldição, eu queria que esse cara se apressasse e gozasse, pensava.



Maldição, eu me sentia tão usada e abusada.

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