domingo, 7 de agosto de 2016

Capítulo 22 - A Verdade por trás da Fantasia da Pornografia [Livro de Shelley Lubben] Leitura Online PDF



XXII

Uma Confissão

não deIXe que oS d’S pArem Você!

Capítulo Vinte e Dois

Minhas notas do Ensino Médio eram horríveis! Eu mal consegui um F

em computadores, um D em nutrição, e um D em arte, provavelmente

devido ao cigarro em sala de aula. Meu décimo primeiro grau não foi

nada melhor. Um F em História dos EUA, um D em matemática básica,

um D em digitação e um C em Inglês. Eu me perguntava como eu tinha

conseguido me formar!

Eu nunca tinha pensado que teria condições de voltar a uma instituição

educacional.

Como eu assistia Garrett indo até a faculdade no exército, eu me sentia

ressentida. Enquanto ele melhorava, eu mal conseguia fazer a

reabilitação do Exército. Enquanto ele trabalhava o tempo inteiro e

freqüentava a faculdade paga pelos militares, eu ficava em casa com as

crianças e trabalhava em um restaurante mexicano, enquanto tentava

me recuperar do álcool.

O que há de errado com isso tudo? Pensei.

Mas eu não fazia nada melhor, até um dia surpreendente quando

Garrett me levou para o centro de instrução militar para pegar os seus

livros. Sentindo-se mal sobre mim, Garrett notou meu semblante e me

perguntou o que estava errado.

“Eu me sinto como uma perdedora, enquanto todo mundo aqui é

inteligente e vai escola.”

“Você pode ir à escola”, anunciou ele rapidamente.

“Não, eu não posso ir”, eu respondi tristemente. “Eu, sempre tirava

notas D's na escola. Eu nem sequer faria o teste de admissão porque eu

sabia que nunca iria para a faculdade. Meu histórico escolar era

horrível”. Eu disse enquanto meus olhos tristes se dirigiram para o

chão.

“Shelley”, disse ele, “não deixe que os D's parem você. Qualquer um

pode ir para a faculdade, se quiser. Tudo que você tem a fazer é fazer o

teste de colocação da faculdade e eles vão colocá-la nas classes

adequadas para o seu nível.”

“Mas o meu nível é de matemática da oitava série e talvez décimo

primeiro grau de Inglês”, Eu miseravelmente respondi.

Garrett insistiu, “Shelley, isso não importa. Eles oferecem cursos da

escola de alto nível em faculdades da cidade. Por que você não faz um

teste de nivelamento e descobre em que nível você está? Você é tão

inteligente, Shelley. Você pode fazer qualquer coisa que você colque em

sua mente.”

Isso é o que minha Nona costumava dizer-me, pensei.

“Você realmente acha que é possível que eu vá para a faculdade?” Eu

perguntei com uma fina camada de esperança.

“Sim, Shelley!” As palavras de Garrett bateram em meu coração e de

repente os céus se abriram. Pelo menos foi o que pareceu. A gigantesca

luz entrou em mim e me levou até a mesa de admissão onde eu

perguntei se eu poderia fazer um teste de colocação.

“É claro, que dia você quer vir?” As lindas palavras da recepcionista me

deram esperança. Eu pedi para verificar pela data mais próxima

disponível e ela agendou em seu computador.

Bem, talvez haja uma chance para mim, eu imaginava. O próximo par de

dias eu fiquei muito estressada por causa do teste de colocação, mas

Deus esteve comigo, e finalmente o dia chegou. Orando e acreditando

em uma segunda chance de educação, entrei no centro de educação

militar e resolvi valentemente o teste.

E você quer saber?

EU PASSEI NO TESTE!

A conselheira da faculdade me informou que eu estava no nível

universitário para leitura e escrita e só na matemática que eu estava no

nível de pré-álgebra. Fiquei chocada além das palavras.

Pré-álgebra? Como isso é possível? Eu me perguntava.

Eu mal segurei as lágrimas na frente da mulher enquanto ela entregoume

o calendário de cursos da faculdade para olhar. Muito feliz em ler a

lista, eu simplesmente escolhi jornalismo. Eu gostava de escrever e eu

estive escrevendo desde que era uma criança. Pensei no livro que

escrevi na quarta série. Pensei sobre o B+ em jornalismo que recebi na

escola, essa matéria e Discursos, eram as únicas duas matérias que eu

havia recebido boas notas.

Poucos cliques no computador dela e de repente eu estava oficialmente

inscrita para Jornalismo, e então ela me informou sobre programas de

assistência financeira do governo. Eu caí para trás quando ela me disse

que o governo pagaria a minha taxa de matrícula, livros e até creche.

Além disso, eu aprendi que poderia obter empréstimos para

estudantes sem verificação de crédito para ajudar a sustentar a minha

família financeiramente, enquanto eu participava da escola em tempo

integral!

Nenhuma verificação de crédito? Eu olhava para ela com espanto. Eu

pensei que aquilo era bom demais para ser verdade. Me belisquei, e

depois perguntei se ela tinha certeza sobre as informações que havia

me dado.

“Claro que eu tenho certeza, eu sou a orientadora.” Ela sorriu.

Animada além das palavras, eu rapidamente fui para casa, compartilhei

minha notícia exultante com Garrett e fiz ele me levar para o shopping

dos militares para comprar material escolar e o lápis n º 2. Então fiz ele

me levar ao oftalmologista para obter um par de óculos novos. Oh sim,

fui completamente transformada de uma alcoólatra lamentável em

recuperação para uma estudante universitária profissional do dia para

a noite!

Nada iria me parar agora, eu prometi a mim mesma!

Meu primeiro dia na Faculdade Pierce no outono de 1998 foi tão

bizarro.

Primeiro de tudo, não havia crianças. Em segundo lugar, eu queria

aprender. Em terceiro lugar, ninguém sabia o meu passado.

Perfeito.

Eu abri o meu livro na aula de espanhol e ri com o quanto aquilo

parecia fácil. Eu já sabia espanhol muito bem, então, era apenas uma

questão de aprender a parte gramatical. Eu particularmente gostava de

mostrar o meu nível de espanhol na frente de colegas “brancos”.

“Hola mis amigos, me llamo Shelley.” Eu até tinha o sotaque para baixo.

Baixei a cabeça e sorri enquanto silenciosamente agradecia a Deus

pelos apuros no México. Engraçado como uma aula de espanhol me fez

agradecer a Deus por um tempo horrível da minha vida. Deus

realmente estava trabalhando todas as coisas para o meu bem como o

Pastor ensinou-me a partir de Romanos 8:28:

E sabemos que em todas as coisas Deus trabalha para o bem daqueles

que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

A aula terminou e eu estava por fora do Inglês. Eu não podia acreditar

o quanto havia esquecido desde o ginásio, a última vez que eu prestei

atenção em uma aula. De predicados para objetos indiretos, eu

instantaneamente me apaixonei pelo idioma Inglês.

Comecei a escrever poderosos trabalhos de pesquisa, um deles

intitulado “O temperamento do transtorno bipolar e o artista criativo.”

Ao contrário do outros jovens estudantes, eu escrevi a partir de uma

experiência pessoal. O professor adorou e eu tirei um A!

O próximo artigo que escrevi foi ainda mais profundo. Devido à minha

poderosa revelação de quem o Deus verdadeiro era, eu escrevi um

artigo intitulado “A Prova da Existência de Deus.” Toda a classe ficou

chocada quando viram minha intensa pesquisa, que incluiu as minhas

próprias descobertas a partir de um telescópio que eu comprei para

observar as estrelas e a lua todas as noites. Aquele tempo com Deus foi

maravilhoso. Ele falou-me profundamente durante a escrita daquele

trabalho e disse-me que um dia Ele iria me usar para provar ao mundo

quem Ele realmente era. Eu agarrei firmemente aquele sonho.

Minha próxima aula era Matemática 60, a turma mais baixa de

matemática oferecida pela Faculdade. Ugh, eu pensei. Eu

absolutamente detestava matemática desde o numeral até raiz

quadrada! A mais velha da sala, a única coisa com a qual eu me dava

bem eram os decimais. A vigarista em mim sorriu quando vi os cifrões.

Sobrancelhas levantadas.

No geral, meu primeiro dia na faculdade foi absolutamente o melhor

dia em toda a minha vida desperdiçada e eu estava pronta para mais! E

isso é, até que os deveres de casa se empilharam.

A realidade dos trabalhos de pesquisa, trabalhos de matemática e lição

de casa de espanhol começaram a me bater enquanto tentava me

recuperar do álcool e cuidar de Tiffany, Teresa e fazer o jantar todas as

noites. Comecei a odiar os ovos cozidos que fazia para minha família.

Mas eu perseverei e no final do primeiro trimestre ganhei um 3,73 GPA

(Grade Point Average- Média de notas) e fui para a Dean’s List (Lista de

melhores alunos). Espantada comigo mesma, eu liguei para meu pai e

disse-lhe que tinha tirado um A em álgebra. Ele ficou especialmente

chocado afinal, ele foi o único que sofreu durante as tentativas de me

fazer entender a matemática no ensino médio. Talvez tenha sido o fato

de que ele estava tentando ensinar álgebra a um adolescente

alcoólatra.

Mas eu discordo.

Mais do que feliz e no topo do mundo, eu continuei na minha busca

pela grandeza. Com Deus ao meu lado e verdadeiro amor-próprio por

mim pela primeira vez em minha vida, eu estava determinada de que

nada iria me parar, nem mesmo minha família traquinas.

O novo trimestre começou e eu finalmente consegui ter a minha

criativa aula de escrita. Eu rapidamente acomodei-me em uma cadeira

no fundo da sala e peguei meu lápis n° 2 e o papel da faculdade.

Desesperada por anos de criatividade bloqueada, eu mal podia esperar

para começar a escrever. O professor nos instruiu a escrever todos os

dias em um diário por todo o trimestre e explicou que deveríamos

escrever qualquer coisa que viesse à nossa mente.

Naquela noite eu deixei rolar e cara, aquilo fluiu! De uma terrível

infância ao meu passado terrível na pornografia, as palavras saíam de

mim como um rio selvagem correndo. Sem pensar no professor, eu

anotava cada momento explorado ou fugas, que vinham a minha mente

sem restrições. A escritora poética em mim estava sendo reavivada da

morte súbita como uma criança e eu me senti tão incrivelmente viva.

Um turbilhão de palavras e uma criatividade esmagadora, descobri que

eu era uma potente escritora que tinha cor!

Agora, se ao menos minha família percebesse que eu era uma

Shakespeare! Entre minhas filhas extremamente carentes e um marido

sonolento que queria que eu fosse para a cama com ele todas as noites,

às 20:30hs, eu pensei que iria morrer!

“Eu sou uma escritora criativa! Não posso ir para a cama às 20:30hs.

Deixe-me sozinha!” Fiz uma careta e disse-lhe para colocar o nosso

velho monstrinho de um ano na cama, enquanto eu voltei a escrever. A

cientista maluca em mim tinha sido despertada e ninguém, nem

mesmo parentes de sangue poderiam me parar.

Era minha vez de bradar, pensei com firmeza.

De qualquer forma, Garrett tinha sido criado em uma boa família e

frequentou Escolas cristãs toda a sua vida e não entendia o que eu

estava passando. Ele era um homem gentil e um maravilhoso protetor,

mas ele não podia dar-me o que eu mais precisava: a aprovação.

Eu precisava da aprovação de Deus em primeiro lugar e em segundo

lugar, eu precisava de minha própria aprovação. Algo que eu nunca

tinha feito em meus 30 anos de vida.

Enquanto me aprovava e disparava em grandeza, isso não aconteceu

sem dificuldades. Eu trabalhei incansavelmente e me empenhei além

dos níveis humanos, que eu não sabia que exisitam. Acordada a noite

toda com latinhas de Diet Coke, eu trabalhei em atribuições

exatamente até às 03:00hs e depois acordava novamente às 06:00hs

para alimentar minha filha Teresa. Tornei-me uma máquina. Mas eu

exagerei e caí em depressão e começei a ter pesadelos horríveis

novamente. Atribuindo-os ao estresse, pouco sabia eu que meu diário

escrito era realmente um ser humano em uma caixa aberta.

Talvez parar com o meu anti-depressivo quando as aulas começaram

não foi uma boa idéia, pensei. Então eu comecei a tomar a minha

medicação novamente, mas nem mesmo o Zoloft podia impedir a mão

de Deus de extrair os demônios que estavam trancados dentro de mim.

Horríveis lembranças e atitudes malignas, meu diário seria como um

dos maiores lançamentos do inferno humano já registrado lançado.

Deus foi fiel de um modo que eu nunca teria imaginado.

Não familiarizada com os Seus caminhos misteriosos, eu lutei com a

mão de Deus e mergulhei direto para a medicação e o álcool. Mas Deus

tinha o Seu caminho e me ajudou a combater meus demônios. No dia

14 de fevereiro de 1999, o meu quarto ano na recuperação e no

aniversário de casamento, eu inevitavelmente, fiquei grávida.

Eu estava furiosa para dizer o mínimo. Eu odiei tanto a Garrett que eu o

odiava até que nada sobrasse e então eu re-odiava novamente.

Eu gritei e culpei-o pela gravidez desde que ele não segurou até o fim

da “retirada” do negócio. Na noite do nosso quarto aniversário de

casamento, Garrett e eu bebemos champanhe demais e evidentemente,

isso não afetou sua capacidade reprodutiva.

Eu o odeio, pensei. Por causa dele, eu vou perder tudo, esbravejei.

Eu não queria estar grávida. Tudo que eu queria era média 4.0 e ter

sucesso pela PRIMEIRA vez em minha vida. Pelo renascimento de

minha vida ser arrancado de mim depois de tanto trabalho duro, eu

detestava até o ar que Garrett respirava.

Então eu tive a má notícia.

Quando eu acordei doente numa manhã e vomitei até meus miolos,

peguei um teste de gravidez e ele deu positivo, escrevi as seguintes

palavras cruéis para Garrett em meu diário em 28 de fevereiro 1999:

Caro Garrett,

Eu me pergunto se você realmente sabe o que tem feito para mim. Sintome

devastada, sem importância, estuprada, violada, culpada, quebrada e

acima de tudo não amada. Estou doente. Eu me sinto estuprada. Eu

nunca fui tão violada em toda minha vida. Você roubou algo de mim.

Você roubou a MIM!

Eu sei que eu valho mais do que a forma como fui tratada no dia 14 de

fevereiro. Algum dia eu vou estar com alguém que me ama, mas até esse

dia eu vou, infelizmente, estar em seus braços e irremediavelmente

dedicada a alguém que não sabe o que é o amor. Você não é mais o meu

herói.

Cheia de ódio contra Garrett, tornei-me distante e até mesmo mais

focada em meu curso. Enfiei minha família completamente fora do

caminho e, nesse momento, era tudo sobre mim. Se eu tinha que sofrer

e estar grávida, todo mundo sofreria comigo. Essa foi a minha atitude

horrível.

Eu tentei com todas as forças ignorar a minha condição de grávida e

atingir média 4,0. Mas, infelizmente, eu me tornei sonolenta demais e

doente para prestar atenção na aula. Um ano depois de começar a

maior aventura de auto-descoberta da minha vida, ela foi

completamente arrancada de mim. Eu tive que cair fora da faculdade.

Eu bati um novo nível de depressão e não podia e não iria sair da cama.

Quem mais se importava, eu pensava. Eu pensei que Deus estava me

punindo pelos meus pecados do passado e pelos atuais, então eu

poderia muito bem apenas ficar deitada na cama enquanto Ele me

chicoteava até a morte.

Então, Deus teve uma conversa comigo numa manhã bem cedo.

“Shelley”, uma voz suave me acordou: “Pois Eu sei os planos Eu tenho

para você” diz o SENHOR, “planos de fazê-la prosperar e não de

prejudicá-la, pretendo dar-lhe esperança e um futuro.”

Ele me lembrou de Sua fidelidade do passado e que Ele estava

trabalhando em todas as coisas em conjunto para o meu bem. Ele me

pediu para confiar nele e doar minha vida para minha família. Foi a

coisa mais difícil que eu já tive que fazer. Só Deus sabia do que eu

realmente estava desistindo naquele momento.

Meses se passaram, mas eu ainda lutava contra o álcool. Eu tive que

desistir de meus outros medicamentos pelo bebê, o que chocou o meu

organismo com ainda mais pesadelos e insanidade. Meu corpo estava

acostumado com Zoloft e pílulas para dormir, mas agora eu tinha que

ter abstinência por causa do bebê. Da noite para o dia eu virei uma

lunática alucinada lutando contra demônios. O álcool lutou duro e me

venceu por uma parte da gravidez. Mas eu contra ataquei severamente

também. Eu lia todos os livros sobre gravidez que pudessem chegar em

minhas mãos. Eu queria ver o bebê. Eu queria ver os órgãos sendo

formados para que eu pudesse ter empatia para com o bebê. Eu queria

amar o bebê mais do que tudo. Mas eu não podia. Eu não podia amar

qualquer coisa além de mim mesma, naquele momento terrivelmente

egoísta. Foi quando eu descobri quão feia eu estava por dentro.

Eu precisava de um milagre sobrenatural, mas não tinha nenhum à

vista.

Garrett estava frustrado e preocupado pelo bebê, mas mais do que isso,

ele estava preocupado com o inferno que eu causaria a qualquer

membro da família que se aproximasse a dois metros de mim. Ele orou

e tentou manter a paz enquanto eu ficava no cantinho e lutava com

Deus.

Finalmente, um pequeno progresso. Eu assisti “História de um Bebê”

na televisão e tornei-me instantaneamente viciada. O monstro criativo

em mim foi imediatamente aliviado quando vi a maneira única como

mães deram à luz seus bebês. Eu queria ser criativa e também

continuar o meu percurso artístico de auto-descoberta, por isso, decidi

ter um parto em casa.

Se elas podem fazê-lo, eu posso fazer também, eu orgulhosamente

pensei. Liguei para uma parteira e um novo mundo se abriu para mim.

Uma mulher centrada no cuidado, eu aprendi sobre ervas naturais e

como criar um agradável ambiente uterino para dar um poderoso

nascimento ao meu bebê.

Deus foi fiel para substituir a minha perda, com algo ainda mais bonito

e criativo.

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem a mente pode saber o que

Deus tem preparado, a canção “Chova Espírito Santo” tocava em minha

mente enquanto eu pacificamente lia os livros de bebê.

Eu pedi a Deus e ao bebê que me perdoassem pelo meu egoísmo

extremo e eu me re-comprometi a ler a Palavra de Deus diariamente.

A Faculdade tinha se tornado um ídolo para mim e Deus foi fiel para

remover o ídolo e despejar em mim a coisa que eu mais precisava, Sua

Palavra.

Embora eu ainda lutasse por vezes com o demônio do álcool, eu pedi a

Deus para proteger meu bebê e ter misericórdia de mim e me ajudar a

lidar com a doença mental. Assombrada pelo meu horrível passado, eu

aprendi como lançar meus cuidados sobre Jesus e confiar plenamente

em Deus de que as lembranças não definiam quem eu era. A Palavra de

Deus definia quem eu era. Agarrei-me firmemente às palavras

reconfortantes em 1 Pedro 2:9:

Mas vocês são um povo escolhido, sacerdócio real, nação santa, pessoas

que pertencem a Deus, para que vocês possam declarar as virtudes

daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.

Eu fui escolhida por Deus para um momento como esse, eu disse para

mim mesma enquanto esfregava minha barriga grande, enquanto

ouvia com um estetoscópio os batimentos cardíacos do meu lindo

bebê. Eu era incrivelmente grata a Deus por meu bebê estar saudável e

em movimento. Em lágrimas, pedi a Deus que me perdoasse pelas

poucas vezes que fiquei bêbada durante o segundo trimestre. Eu me

odiava totalmente e queria me matar se eu não estivesse grávida. A

vergonha e uma tremenda culpa por beber durante a gravidez já

teriam me matado.

Mas a morte não conseguiu impedir o que Deus tinha ordenado para

acontecer e em 17 de novembro de 1999, cercada por luz de velas e

pela família, entrei em trabalho de parto na minha banheira quente e

relaxante. Focada em minha mente na respiração controlada e na

esplêndida imagem de uma flor se abrindo, me tornei uma em mente,

corpo e alma. Após várias horas de trabalho concentrado, com a minha

mão agarrada na de Garrett, tomei um último suspiro profundo e dei

um impulso vigoroso até que senti meu bebê ser suavemente

empurrado para a água morna.

Buscando ar após o poderoso sentimento da libertação, eu vi meu lindo

bebê lentamente vir à tona na água. Gracioso e pitoresco, esse era o

momento mais bonito de minha vida inteira. O som suave da água, e a

parteira ergueu minha filha recém-nascida para cima e suavemente

colocou no meu peito molhado. Ainda ligada ao cordão umbilical ligado

ao meu ventre, ela me olhou nos olhos sem fazer um ruído.

A parteira me instruiu a soprar em seu rosto a fim de estimula-la a

respirar, mas eu estava muito atordoada no momento. Era muito

incrível para captar, então Garrett inclinou-se e gentilmente tocou no

rosto de nosso bebê.

Um momento suspenso no tempo, Abigail Lorraine Lubben deu seu

primeiro respirar. Sem uma única lágrima ou palavra expressa, a sala

ficou em silêncio enquanto a nossa família sentou-se em temor pelo

fenômeno celeste que tinha testemunhado. Cheios de profunda

gratidão a Deus, nós ponderamos no milagre incrível em nossos

corações e adoramos.

Naquele momento incrível eu conheci o verdadeiro Deus Altíssimo de

uma maneira que eu não tinha pensado ser possível e eu literalmente

compreendi o livro no Apocalipse o motivo de as pessoas no céu

lançarem suas coroas para Deus quando estão diante dele:

E quando os seres viventes davam glória, honra e graças à Àquele que

está assentado no trono, aquele que vive pelos séculos dos séculos, os

vinte e quatro anciãos prostravam-se diante daquele que está assentado

no trono, e adoravam ao que vive para sempre e eternamente, e

lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: “Tu és digno, nosso

Senhor e nosso Deus, de receber glória, honra e poder, porque criaste

todas as coisas, e por tua vontade existiram e foram criadas. "

- Apocalipse 4:9-11 (ESV)

Naquele momento maravilhoso lancei minha coroa diante de Deus e



pedi a Ele que continuasse fazendo o impossível em minha vida.

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